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16.8.10

Paraguai, Uruguai e Bolívia negociam bloco estratégico para a integração energética

Os presidentes do Paraguai, Fernando Lugo, do Uruguai, José Mujica, e da Bolívia, Evo Morales, comprometeram-se a intensificar os esforços para a integração energética dos três países. É o chamado acordo tripartite Urupabol. O objetivo é avançar nas negociações principalmente nos setores de gás e eletricidade. Os três presidentes se reuniram ontem (15) em Assunção (Paraguai), um dia depois de Lugo retornar da primeira etapa do tratamento quimioterápico em São Paulo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Paraguai, Hector Lacognata, disse que a conversa foi positiva. “[A reunião] foi muito promissora no sentido de avançar em relação a questões de interesse dos três países”, disse ele. As informações são da agência de notícias da Argentina, a Telam.

Lacognata afirmou que a partir de uma série de estudos, elaborados pelo Ministério de Minas e Energia, deverá ser construído um gasoduto ligando o Paraguai ao Uruguai. “Assim, há possibilidades concretas para a venda de eletricidade a partir do Paraguai para o Uruguai”, afirmou.

Entre o final deste mês e o começo de setembro, Lugo, Mujica e Morales deverão discutir o assunto novamente. O encontro será em Montevidéu, no Uruguai. Mas a conversa considerada conclusiva ocorrerá em novembro. A ideia é colocar em prática o acordo que existe no papel sobre o Urupabol – bloco de integração sub-regional criado em 1963.

“[Será um espaço que] permitirá que uma comunidade discuta os interesses desses três países, passando a constituir acordos estratégicos que nos permitam avançar em outros campos”, afirmou Lacognata. “[Mas já] acreditamos que houve um grande avanço hoje no renascimento ou o momento que todos nós queremos para o Urupabol.”

O encontro em Assunção foi uma das primeiras atividades públicas de Lugo após ele passar cinco dias em São Paulo. O presidente paraguaio se submeteu a uma série de exames e às primeiras sessões quimioterápicas para o tratamento contra um câncer linfático identificado há cerca de dez dias.

Fonte: Agência Brasil

criado por winbroker    10:28:27 — Arquivado em: Sem categoria

14.7.10

Ministério e BC assinam acordo para melhorar prestação de serviços por instituições financeiras

O Ministério da Justiça e o Banco Central (BC) assinam hoje (14) acordo de cooperação técnica para promover ações conjuntas que visem a aperfeiçoar o fornecimento de produtos e serviços prestados pelas instituições financeiras.

Para isso, haverá a troca de informações técnicas entre o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do ministério, a Diretoria de Fiscalização e o Departamento de Prevenção a Ilícitos Financeiros e de Atendimento de Demandas de Informações do Sistema Financeiro, do BC.

Segundo o Ministério da Justiça, entre os principais pontos previstos no acordo está o envio trimestral ao Banco Central dos dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), mantido pelo DPDC.

Essas informações serão avaliadas por um grupo técnico formado por funcionários das duas instituições, que poderá sugerir medidas normativas e de fiscalização relacionadas a problemas apresentados por consumidores.

O acordo será assinado às 15h30, na Sala de Retratos do ministério.

Fonte: Agência Brasil

criado por winbroker    12:19:26 — Arquivado em: Sem categoria

30.6.10

RES. CAMEX Nº 46, DE 24 DE JUNHO DE 2010

O PRESIDENTE DO CONSELHO DE MINISTROS DA CÂMARA DE COMÉRCIO EXTERIOR - CAMEX, no uso da atribuição que lhe confere o § 3º do art. 5º do Decreto nº 4.732, de 10 de junho de 2003, com fundamento no disposto no inciso XIV do art. 2º do mesmo diploma legal e tendo em vista as Decisões nºs 34/03, 40/05, 58/08 e 59/08, do Conselho do Mercado Comum, do MERCOSUL e os Decretos nº 5.078, de 11 de maio de 2004, e nº 5.901, de 20 de setembro de 2006,

          RESOLVE , ad referendum do Conselho:

          Art. 1º Ficam alteradas para 2% (dois por cento), até 31 de dezembro de 2011, as alíquotas ad valorem do Imposto de Importação incidentes sobre os seguintes Bens de Capital, na condição de Extarifários:

Integra : http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=1&menu=2462&refr=434

criado por winbroker    17:14:08 — Arquivado em: Sem categoria

18.6.10

Real já é a 2ª moeda mais negociada no mercado futuro

Levantamento do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) mostra que a moeda brasileira, o real, já é a segunda moeda mais negociada do mundo no mercado futuro e de opções, atrás apenas do dólar e à frente do euro.

O BIS afirmou, em relatório, que o volume de posições em aberto em contratos futuros e de opções da moeda brasileira subiu 41% nos primeiros três meses de 2010 e chegou à cifra de US$ 140 bilhões de dólares. “A importância da moeda brasileira no segmento de moedas do mercado de futuros e opções se deve ao fato de haver comparativamente poucos negócios no mercado de balcão”, informou o banco.

O banco destaca que a moeda brasileira é atraente para investidores graças à força da economia do País, à sua alta taxa de juros, a Selic - hoje a 10,25%- e ao seu status de moeda atrelada a commodities. “Contudo, o real continua sendo uma moeda vulnerável em tempos de grande aversão a risco nos mercados financeiros”, afirmou a nota.

Na visão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, vários fatores fazem com que a moeda ganhe status internacional. “A economia brasileira está mais líquida, os títulos brasileiros estão mais líquidos; a moeda inspira mais confiança e também tem outra razão: a rentabilidade do nosso mercado futuro é maior, devido ao fato de a taxa de juros ser maior”, ressaltou, durante apresentação ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Para o ministro, o fato de o real ter ultrapassado moedas como o euro e o iene nas negociações futuras é bom para o País. “Podemos dizer que a nossa moeda é uma moeda de curso internacional, tem segurança, garantia e atratividade.”

No campo do comércio exterior, Mantega rebateu as críticas de que o Brasil está dando mais ênfase a produtos primários do que a manufaturados. “Hoje, o que está dando mais dinheiro para o Brasil é o minério de ferro, não o setor siderúrgico”, afirmou.

Ainda em relação às commodities, o ministro da Fazenda destacou que faltará alimento no mundo nos próximos anos em razão da demanda elevada. “E qual será o país que atenderá a esse aumento da demanda? O Brasil”, enfatizou o ministro da Fazenda.

Repercussão

O gerente de Operações da Confidence Câmbio, Felipe Pellegrini, diz que o fato de o real ser a segunda moeda mais negociada no mundo precisa ser analisado com cuidado. “A notícia em si não impacta o mercado, se não o diagnóstico seria uma grande baixa da moeda norte-americana.”

Ele explica que a maioria dos contratos futuros é de operações de curto prazo e que os investidores estrangeiros buscam as altas taxas de juros praticadas no Brasil. “Pode ser bom por atrair o câmbio-turismo. Fica fácil viajar para fora. Contudo, o lado ruim da história é que o dinheiro fica pouco no País e não faz investimentos.” Para ele, o movimento é nitidamente especulativo, sem envolver investimentos diretos.

Quando questionado se concorda com os analistas que preveem queda da taxa Selic até 2012, Pellegrini ressaltou que taxas de juros altas atraem o investidor estrangeiro. “O mercado sente que o movimento será de altas taxas de juros, apesar de um ano eleitoral. No longo prazo, deverá diminuir, mas não dá para afirmar.”

Para ele, o Brasil poderia praticar taxas de juros menores. Uma das soluções, segundo ele, seria o incentivo à produção. “Ainda que tenhamos pressões inflacionárias, há outras maneiras de segurar a inflação sem elevar a Selic. Hoje, a procura é maior que a oferta. A solução é frear com taxas maiores, ou incentivar a oferta?”

Pellegrini enxerga que o fato de um órgão internacional, o BIS, ter emitido o relatório o impacto no exterior pode ser maior. “Fica a propaganda para o Brasil, pois a notícia será lida no mundo todo. Para nós, o melhor cenário seria se os grandes investidores colocassem o dinheiro no longo prazo e incentivassem a produção nacional”, reflete o executivo.

De acordo com ele, o investidor internacional levará em conta as ofertas públicas de ações do Banco do Brasil e da Petrobras, além de outras ofertas públicas iniciais de ações (IPO) no segundo semestre. “Podemos ter um aumento do fluxo de dólares.”

Para o gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo, o fato da moeda brasileira ser a segunda mais negociada no mundo mostra o aumento de credibilidade na imagem do Brasil, perante investidores internacionais.

O gerente explica que o grande volume de negociações em Real acontece porque quando o dinheiro estrangeiro precisa fazer contratos de hedge para negociar.

“Existe a segurança de se fazer as negociações no Brasil, pois o investidor sabe que não haverá mudanças de regras no meio do caminho”, analisa ele.

Galhardo disse que o País pode caminhar para uma condição de conversão de moeda e se tornar mundial. “É importante isso para o Brasil ter este destaque.”

O dólar comercial fechou ontem a R$ 1,7833 na compra e a R$ 1,7818 na venda, baixa de 0,32%.

Levantamento do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) mostra que a moeda brasileira, o real, já é a segunda mais negociada do mundo no mercado futuro e de opções, atrás apenas do dólar e à frente do euro. A instituição afirmou em relatório que o volume de posições em aberto em contratos futuros e de opções da moeda brasileira subiu 41% nos primeiros três meses de 2010 e chegou à cifra de US$ 140 bilhões de dólares.

“A importância da moeda brasileira no segmento de moedas do mercado de futuros e opções se deve ao fato de haver comparativamente poucos negócios no mercado de balcão”, informou o banco. (Fonte)

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística

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17.6.10

DECRETO Nº 7.212/2010 - Regulamenta o IPI

Regulamenta a cobrança, fiscalização, arrecadação e administração do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7212.htm

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13.5.10

Relações Brasil-Haiti

Brasil é o primeiro país a liberar dinheiro para reconstrução do Haiti

Exatamente uma semana depois de comprometer-se durante reunião de cúpula da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) a liberar recursos para auxiliar na reconstrução do Haiti, o Brasil tornou-se ontem (11) o primeiro país a contribuir efetivamente para o fundo internacional criado em Nova York no último mês de março.

Na reunião da Unasul, ocorrida em Buenos Aires no último dia 4, o Brasil, Uruguai, Paraguai, Equador, Peru, Chile, Suriname, a Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana e Venezuela concordaram em doar U$ 100 milhões ao Haiti. Ontem, o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Antônio Patriota, liberou, em Washington, US$ 55 milhões para o fundo de socorro ao país caribenho devastado pelo terremoto de janeiro. Desse total, U$ 40 milhões correspondem à parcela brasileira dentro do programa Brasil-Unasul e já incluem US$ 15 milhões transferidos a título de ajuda direta ao orçamento do governo haitiano.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, e o embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Joseph, também presentes na cerimônia de de ontem em Washington, esperam que outros países façam doações nas próximas semanas. Segundo informações da BBC Brasil, Zoellick afirmou que é preciso “agir rápido” antes que a temporada de furacões que se aproxima cause ainda mais estragos no Haiti.

O objetivo do fundo internacional é reunir contribuições de diferentes doadores e fornecer recursos ao Plano de Ação para a Recuperação e o Desenvolvimento do Haiti, apresentado pelo governo haitiano após o terremoto que deixou mais de 200 mil mortos e destruiu a já precária infraestrutura do país. Os recursos serão usados em projetos de reconstrução e desenvolvimento.

O fundo é presidido pelo governo do Haiti e administrado por um comitê gestor, formado por países doadores, como o Brasil, e entidades parceiras. O Banco Mundial vai atuar como agente fiscal do fundo, com a função de transferir os recursos a pedido do comitê gestor para a execução dos projetos no Haiti.

O Brasil participou ativamente dos esforços de ajuda ao Haiti, após o terremoto e chefia a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), criada em 2004 e integrada por 8,5 mil militares de 19 países. Depois do terremoto, o governo brasileiro enviou 900 militares ao Haiti para auxiliar nos esforços de reconstrução, elevando o contingente brasileiro no país para 2,2 mil homens.

Fonte: Agência Brasil
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22.4.10

Porto sem Papel

Está sendo implantado no Porto de Santos o Projeto Porto Sem Papel, que é um sistema eletrônico que atuará como Concentrador de Dados Portuários, cuja finalidade é a obtenção de anuências mais rápidas dos órgãos anuentes, maior racionalização, confiabilidade e transparência dos serviços. Vale dizer: haverá redução sensível do número de informações necessárias para atender as necessidades dos serviços e de papéis.

O sistema de Comércio Exterior brasileiro, no qual se inclui o aduaneiro, vem sofrendo modificações em função das determinações da OMA (Organização Mundial de Aduanas), que é vinculada a OMC (Organização Mundial do Comércio), que tem como uma de suas principais metas a Facilitação e Rapidez nos serviços de importação e exportação de mercadorias.

Iniciativas como essa trarão maior competitividade ao Comércio Exterior brasileiro e ao próprio Porto de Santos e por isso o SINDASP parabeniza as autoridades por essa iniciativa.

Atenciosamente,

Valdir Santos - Circulares Sindasp - 2010

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29.3.10

Brasil estimula importação para exportar mais

    Daqui a um mês entrará em vigor a portaria disciplinando o regime especial de drawback Integrado, que permite a suspensão do pagamento de tributos federais na aquisição de insumos no mercado interno ou no Exterior para produção de bens a serem exportados. Outra informação que atrai os exportadores foi divulgada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) que reduz para 2% o Imposto de Importação de 172 produtos e bens de consumo.    A portaria regulamentando o regime de Drawback Integrado foi assinada pelo secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, e pelo secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral.    A novidade nesse regime é que as empresas poderão adquirir os insumos no mercado interno ou via importações, ou de forma combinada. Antes, as empresas que compravam a matéria-prima no mercado interno só podiam se beneficiar da suspensão de tributos se também importassem parte dos insumos. O drawback integrado unifica o drawback suspensão (para importação) e o drawback verde e amarelo (para o mercado interno).

    “Nós estávamos estudando outras medidas no âmbito do comércio exterior. Como esta ficou pronta, decidimos assinar hoje”, explicou Cartaxo, referindo-se ao pacote de estímulo ao setor exportador que está em análise pelo ministério da Fazenda.

    O regime suspende o pagamento de Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS/PASEP e COFINS por um prazo de um ano, podendo ser prorrogado por igual período. Se neste prazo as exportações não forem realizadas, as empresas são obrigadas a pagar os impostos à Receita Federal. No caso de mercadorias importadas destinadas à produção de um bem de capital de longo ciclo de fabricação, a suspensão pode chegar a cinco anos.

    “Para que o novo sistema entre em vigor é necessário fazer adequações no Siscomex (sistema eletrônico de cadastro e autorização de compra de insumos por meio do Drawback e outras operações de comércio exterior). Por isso é preciso o prazo de 30 dias”, afirmou Cartaxo.

    A reformulação do drawback, segundo Cartaxo, deve permitir que mais empresas passem a exportar. Isso ocorre porque também foi retirado do texto antigo o artigo que proibia que empresas optantes do Simples ou do regime de lucro presumido utilizassem a suspensão tributária para insumos a serem utilizados em produtos a serem exportados.

    “Com isso, acreditamos que o número de empresas que utilizam o drawback, que hoje é de cerca de 2,5 mil empresas, dobre. E que o acesso as médias empresas será muito maior. Mas para isso, temos que aumentar a divulgação dessa medida”, refletiu o secretário Welber Barral.

    Outra mudança importante, segundo Barral, é que as empresas inscritas no Simples (sistema simplificado de tributação para micro e pequenas empresas) e as que declaram pelo lucro presumido ou arbitrado também poderão usar o drawback.

    Para Ivan Boeing, analista de negócios internacionais, o novo sistema é mais um passo para a redução da burocracia tributária que prejudica o setor exportador brasileiro. “A medida é uma resposta à perda de terreno no comércio mundial que o país vem sofrendo desde o estouro da crise econômica mais grave dos últimos 80 anos.”

    Empresários do setor exportador estão confiantes que a competitividade dos produtos brasileiros, principalmente os com maior valor agregado irão aumentar com a reformulação do drawback.

    De acordo com o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), Hely Maestrello, será mais fácil importar máquinas e equipamentos para aprimorar a tecnologia do setor e ganhar competitividade mundialmente e conseqüentemente mais espaço internacional.

    “Conquistamos o mercado árabe porque nossos produtos são mais competitivos do que os chineses por exemplo, contudo, os nossos concorrentes ainda são Alemanha e Itália. Com esse novo modelo podemos ampliar a nossa presença nos países árabes. Este ano devemos crescer 15%”, pontuou o executivo. Segundo Maestrello a participação na feira Dental Conference & Arab Dental Exhibition (AEEDC), em Dubai rendeu à indústria nacional US$ 300 mil em contratos fechados e US$ 3 milhões em exportações prospectadas para os próximos 12 meses.

    “Os países árabes representam 30% das exportações do setor. Nós exportamos US$ 541 milhões em 2009, destes aproximadamente US$150 milhões foram para estes países. A importação da nossa área é pequena, menor do que exportação. Para 2010 a projeção é de alcançarmos os US$ 700 milhões mundialmente e US$ 220 milhões para países como Arábia saudita, Argélia, Armênia, Bahen, Marrocos, Omã, Quênia, Sirilanca, Sudão e Tanzânia.”

    Segundo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a corrente comercial com os países árabes durante seu governo mais que duplicou, enquanto a participação dos Estados Unidos e da União Européia no volume de comércio exterior do Brasil caiu quase pela metade no mesmo período.

    “Podemos afirmar que o potencial de crescimento ainda é muito alto, existe um “buraco” a ser preenchido, além do que há empatia com os brasileiros, todas as feiras temos uma receptividade grande”, concluiu Maestrello.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria
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26.3.10

Drawback integrado :Agricultores e pecuaristas deixarão de pagar tributos sobre insumos usados para exportação

    Dentro de 30 dias, os agricultores e pecuaristas que produzem para exportação podem deixar de pagar tributos federais sobre insumos como ração e adubo. A Receita Federal e a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior assinaram ontem (25) portaria conjunta que regulamenta o drawback integrado.    O drawback é um regime que suspende o pagamento de tributos federais sobre os insumos usados nas mercadorias produzidas exclusivamente para a exportação. Esse regime existe desde a década de 60, mas só era aplicado sobre os insumos importados. Em 2008, o governo estendeu o regime aos insumos nacionais, criando o drawback verde-amarelo.

    No final de 2008, uma medida provisória havia estendido o drawback aos produtos agropecuários, criando o drawback integrado. A lei foi aprovada pelo Congresso Nacional, mas a aplicação do regime dependia da portaria conjunta. A portaria havia sido editada pela Secretaria de Comércio Exterior no ano passado, mas ainda faltava a assinatura do secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo.

    Com a portaria, os produtores nacionais poderão adquirir insumos nacionais ou importados, de forma combinada ou não, com suspensão de tributos. No drawback verde-amarelo, o benefício só valia para as matérias-primas nacionais se a mercadoria contivesse pelo menos um item importado.

    Os tributos que terão o pagamento suspenso são os seguintes: Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados, PIS/Pasep e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Segundo a nova portaria, o prazo para a suspensão será de até um ano, podendo ser prorrogável por igual período.

    No caso de matérias-primas importadas serem usadas na produção de bem de capital de longo ciclo de fabricação, como máquinas e equipamentos, a suspensão poderá ser estendida para até cinco anos. As empresas industriais fornecedoras do produtor-exportador também serão incluídas no drawback integrado.

Fonte: Agência Brasil
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25.3.10

Projeto Ômega : Brasil dá o primeiro passo para ser um polo financeiro regional

    O chamado Projeto Ômega, que teve início assim que o Brasil recebeu o primeiro investment grade, sob organização da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa) e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), foi apresentado ontem pelas entidades.

    A primeira criação do projeto foi a Brasil Investimentos & Negócios (Brain), que, segundo seus representantes, visa a atrair mais investidores estrangeiros para o mercado financeiro brasileiro e ajudar as empresas a se tornarem competitivas mundialmente. A Brain pode fazer do Brasil um polo internacional e de investimentos da América Latina.

    Hoje, existem três tipos de polos: primeiro, os polos globais (Nova York e Londres), em seguida os polos internacionais (Hong Kong e Cingapura) e, por fim, os polos locais (Xangai, Dubai e Mumbai). Este terceiro polo é onde entraria São Paulo, com a possibilidade de uma rápida promoção para polo internacional.

    Já existem 13 associados (entre entidades e empresas) envolvidos no projeto em que cada um colabora com R$ 1 milhão, para os próximos três anos. Ainda existem mais três entidades que já deram entrada ao processo de adesão. “Vamos bater de porta em porta das entidades de classe e das empresas brasileiras para aderirem ao projeto”, afirma Edemir Pinto, presidente da BM&F Bovespa.

    Já aderiram formalmente e fizeram o primeiro aporte ao Brain: Anbima; BM&F Bovespa; Febraban; Bradesco; BTG Pactual; Cetip; Citibank; Itaú Unibanco; HSBC; Fecomércio; Santander; Banco Votorantim; e Banco do Brasil. Já manifestaram seu apoio e estão encaminhando a adesão formal: Associação Comercial de São Paulo; Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan); e, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

    Para que o Brasil se torne um polo local, primeiramente é necessário que sejam finalizadas as parcerias com as outras bolsas de valores da América Latina, a fim de que todas as informações passem pelo mercado brasileiro, mas isso deve levar um certo tempo para acontecer. “Não temos dúvida de que a conectividade é fundamental para este processo. Já estamos em trabalho com Chile, Peru, Colômbia, México, e agora Argentina. Em dois meses nós iremos finalizar o grupo de trabalho com o Chile”, afirma Edemir. Hoje, cada país da América Latina se conecta individualmente com os mercados de Nova York e de Londres, e, com a parceria com as demais bolsas, as informações seriam distribuídas entre os mercados da América Latina, inclusive com São Paulo, que enviaria as informações de todas as bolsas aos mercados financeiros externos.

    “Não queremos trazer algo diferente do que as pessoas acreditam ser natural para o futuro do País. Não queremos ter a criação de alguma coisa que possa trazer para o País alguma situação de vulnerabilidade”, explica Marcelo Giufrida, presidente da Anbima.

    Resumidamente, a função da Brain é coordenar esforços e iniciativas dos diversos setores e áreas; identificar problemas comuns e propor soluções convergentes, tendo em vista a qualificação do país para ser, na América Latina, uma ponte de conexão entre os mercados latino-americanos e os mercados financeiros mundiais.

   “O objetivo de se ter um polo internacional de investimentos e negócios é o de incentivar a criação de uma rede de relações entre os países latino-americanos e entre estes e o Brasil, que, por sua vez, funcionará como uma ponte com os centros internacionais”, acrescenta o diretor-geral da Brain, Paulo Oliveira.

    A Brain, a exemplo de empreendimentos semelhantes, incentivará pesquisas e estudos, patrocinará fóruns de discussão, participará de entendimentos com o poder público em todas as suas esferas e instâncias e buscará a aproximação dos interesses dos diversos setores da economia em torno de propostas convergentes. Em resumo, será um catalisador de iniciativas dispersas, visando a objetivos comuns.

    O desenvolvimento desse polo também deverá fomentar o desenvolvimento da infraestrutura urbana de transportes e de telecomunicações; educação e capacitação profissional, em todos os níveis, desde o ensino básico; simplificação da legislação tributária; atualização das regras cambiais, e desburocratização.

    A criação foi realizada pelas três entidades, com o apoio da consultoria internacional Boston Consulting Group (BCG), que contou com a participação do governo federal, os estados e as prefeituras de São Paulo e do Rio de Janeiro, assim como de economistas, advogados e especialistas de mercado financeiro.

    Segundo a Brain, “o polo internacional de investimentos e negócios dinamizaria esse processo, trazendo benefícios, como geração de empregos, maior liquidez e menor custo de capital e vantagens competitivas” finaliza.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria

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